Precisamos falar dela!

Precisamos falar de Sue Hecker. Vamos trazer ela para o nosso mundo.

Começou com uma coisa chamada obstáculo, bem no começo, quando sua idéias quiseram se tornar físicas:

" Já ouvi que meu livro era ótimo, o título perfeito, mas muito grande para ser viável comercialmente, por ser um livro com mais de 600 páginas ficaria muito caro. "

Ela mesmo disse, foi tudo uma brincadeira. Mas, um dia você brinca de casinha, no outro, tem sua própria casa. Ela percebeu que escrever, ser autora, estaria no seu caminho com um sonho:

" Começar a escrever foi uma brincadeira entre amigas, que acabou virando um momento especial. Meu sonho é sempre continuar escrevendo.  "

Ser escritora e criar. E sentir as dores, e como se escrever fosse a vida real, onde você sente as dores de parto, sente o primeiro dente do primeiro filho nascer, mesmo que ele não esteja na sua boca. Seu dom e da arte, seu dom e cria. E qual seria a sensação de criar um "mundo" , para dividir com outro mundo:

" Costumo dizer que quando sento para escrever, procuro dentro de mim o meu melhor e as ideias vão surgindo. Dividir meu mundo com o mundo é se sentir abraçada a todo momento. "

Quem escreve passa por situações bem inusitadas. Recebendo ou perdendo ajuda de onde menos se esperava:

" Assim como na escrita essas situações acontecem na vida. O que precisamos é não projetar no próximo, expectativas. Quando aprendemos que ninguém tem obrigação de nada, as pessoas fazem por que querem, esses sentimentos de não ter sido abraçado por quem mais esperamos, não acontece. Hoje tenho consciência disso e agradeço a escrita por aprender a lidar com essas situações. "

Sue Hecker olha para trás, todos olhamos, certo? Mas, em algum ponto, ela teve erros e acertos, ela viu limitações sendo quebradas:

"Dentro dos erros e acertos venho todos os dias aprendendo muito. A literatura me mostrou que não existe limitações na vida. "

E se perguntarem, quando foi o começo da Série Mosaico, onde contém: Seus maiores sucessos!... Ela poderá apenas dizer:

" Foram as leitoras que transformaram em série. Cada personagem foi ganhando vida a cada página. "

O mundo cresceu aos seu redor, como nos livros, foi apenas ela no começo, depois ela pode ganhar mãos que pegaram na dela para ajudar de certa forma, que a apoiaram, lugares onde ela pode chamar de casa. Onde pode crescer mais um pouco:

" Primeiro fui abraçada pela Bezz e agora pela Harper Collins. Não foi fácil... Posso dizer que não me intimidei no primeiro não. "

Resistente e persistente. E claro, focada:

" Meu foco sempre esteve focado em emoções. Eu gosto de gente, de amor e de carinho. "

Pense, você faz um belo bolo e come. Ela faz um livro e mostra para o mundo. Ela vive em constante dificuldade de desapego:

" O fim não é fácil. É como se um filho fosse morar em outro país. Não é fácil desapegar. "

Ela já viveu nesse meio a um bom tempo. O meio literário não é fácil, mas o que ela indica pode ser o que ela mesmo segue:

" Humildade, paciência e fazer de cada livro seu único filho, não querer ter mil histórias e ir abandonando cada uma pelo caminho. Nosso tempo é sonho e por isso não vale desistir deles. "

Vai sempre ter aquele detalhe colocado propositalmente em cada livro dela, diretamente ou indiretamente:

" Gosto do desafio de passar uma mensagem positiva a outra pessoa que está lendo e identifica com alguém que conheça.  Somos todos iguais. "

E isso é bom. Mexendo e criando personagens com alguma dificuldade, deficiência, transtorno ou algum problema específico. Mas o melhor é o quanto ela se esforça, ela é a autora que vai atrás de informações, estudos, pessoas capacitadas e pacientes para explicar melhor.

Explicar melhor sobre o que ela vai contar.

Isso é importante para uma boa escritora. A pesquisa. O modo como ela entra no tema do seu próprio livro.

Isso chamá-se conteúdo.

E se isso é bom? Claro. Ela consegue ser uma ótima escritora erótica, sabe deixar os personagens no auge da dor e do prazer.

Então, o que posso dizer depois de todas as palavras aqui deixadas?

Continua com essa brincadeira de escrever que você começou com uma amiga. Nunca pare!

Por - Carla Menezes